terça-feira, 17 de abril de 2012

IGREJA PRESBITERIANA DE ASSU 

Escola Biblica no bairro Feliz Assu
 Ensinando
                 Edificando
  
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

LOUVOR

Dos elementos do culto, o louvor recebe especial destaque. É como se a Bíblia ordenasse "cantai sem cessar" e "cante quer seja oportuno, quer não". Infelizmente, o problema não é apenas de quantidade, nem só de ênfase, mas principalmente de qualidade. Embora muitos discordem de que os louvores cantados na igreja sofram de uma probreza espartana, isto se dá porque não pensaram o bastante sob qual prisma os louvores devem ser avaliados. Este texto é um convite à reflexão, a partir de três perguntas básicas.

1. A quem o louvor é dirigido? Todos concordam que louvor é adoração, como o são os demais elementos do culto. E sendo adoração, tem Deus como objeto, uma vez que louvar outro ser é idolatria. Assim, todos os cânticos são oferecidos a Deus, mesmo aqueles que visam edificar a igreja, pois diz a Bíblia "instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus" (Cl 3:16). Acredito também que todos concordam que sendo oferecido a Deus, o nosso louvor deve ser o melhor que poduermos oferecer. Não podemos oferecer animais cegos, doentes ou aleijados ao Senhor, esperando que Ele seja menos exigente que um governador. "Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? —diz o SENHOR dos Exércitos" (Ml 1:8). Somente o nosso melhor é aceitável.

2. Mas quem define o que é melhor em matéria de louvor? Na antiga dispensação, Deus definia como deveria ser o sacrifício oferecido a Ele. "Quando alguém oferecer sacrifício pacífico ao SENHOR, quer em cumprimento de voto ou como oferta voluntária, do gado ou do rebanho, o animal deve ser sem defeito para ser aceitável; nele, não haverá defeito nenhum" (Lv 22:21). Na Nova aliança, o sacrifício de animais foi substituído pelo perfeito sacrifício de Jesus, porém ainda é ordenado aos crentes "que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12:1). Como uma oferta a Deus, nosso louvor deve ser "como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus" (Fp 4:18). O Senhor nosso Deus é que decide o louvor que Lhe é agradável.

3. Como podemos saber qual é o louvor que agrada a Deus? Deus não nos abandonou à sorte, para descobrirmos por tentativa e erro, que tipo de louvor lhe é agradável. Temos na Sua Palavra, instruções claras e exemplos práticos de como deve ser o cântico que entoamos no culto. Basta-nos salientar neste artigo o seguinte ponto: a quem o louvor que cantamos exalta, a Deus ou ao homem? "Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem" (Is 42:8) é a reivindicação de Jeová. "Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade" (Sl 115:1) deve ser nossa resposta. Acima de qualquer qualidade técnica ou melódica, nosso louvor deve refletir esse princípio.

É possível, triste mas possível, que você acredite que apesar do que a Bíblia diz, você pode cantar louvores que sejam clara ou sutilmente anti-bíblicos. Talvez você pense que seus gostos musicais vem antes da glória de Deus ou quem sabe Deus prefira o seu prazer ao dEle. Se este for o caso, permita-se ouvir o que Deus diz através de Isaías: "Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade. Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais!" (Is 1:13-14, NVI)

sexta-feira, 13 de abril de 2012



Para descrever a natureza da imagem alguém pode imediatamente
afirmar o princípio de que qualquer interpretação que identifique a imagem
com algumas características não encontradas em Deus deve ser incorreta. Por
exemplo, a imagem não pode ser o corpo do homem. Se alguém diz que a
posição ereta do corpo humano, em contraste com os animais quadrúpedes e
os répteis, é a imagem, a resposta não é meramente que os pássaros têm duas
pernas, mas antes que Gênesis não faz nenhuma referencia à imagem física.
Uma razão mais importante para negar que o corpo do homem seja a imagem
é o fato de que Deus não é e não tem um corpo.
Alguém pode ao mesmo tempo ver uma distinção mais notável entre a
criação dos animais e a criação do homem. Em Gênesis 1:11 lemos: “Produza
a terra erva verde”; uns poucos versos adiante: “E disse Deus: Produzam as
águas abundantemente”. O verso 24 adiciona: “Produza a terra alma vivente
conforme a sua espécie; gado e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua
espécie”. Mas Gênesis 1:26, 27 cita Deus como dizendo: “Façamos o homem
à nossa imagem”. Porque a terra produziu gado, enquanto Deus diz
“façamos”, a expressão sugere um relacionamento mais direto com Deus e o
homem do que aquele entre Deus e os animais. Os animais são deveras
bonitos, interessantes e úteis, mas o homem é superior. Como? Alguns
teólogos contemporâneos, no geral totalmente ortodoxos, insistem que o
homem é uma unidade, não uma dualidade; por conseguinte, eles concluem
que ele não é a sua alma, mas a combinação da alma e corpo.


Alma e Corpo


Antes de discutir tal visão, a pessoa deve perceber que a terminologia
do Novo Testamento, embora um desenvolvimento da do Antigo, não é
precisamente a mesma. Gênesis descreve explicitamente a alma como a
combinação do barro terreno e o sopro divino, e chama o homem de alma
vivente. A linguagem no parágrafo precedente toma alma como sendo algo
totalmente distinto do corpo, e esse é em geral o uso do Novo Testamento.
Enquanto o Antigo Testamento freqüentemente usa alma e espírito de forma
sinônima, o Novo Testamento — especialmente quando as formas adjetivas
das palavras ocorrem — impõem sobre elas uma distinção moral.
Natural
carrega uma conotação má (compare 1 Coríntios 2:14; 15:44; Judas 19). Por
outro lado, espiritual não mais denota o espírito humano, mas a influência do
Espírito Santo (compare 1 Coríntios 2:11-16 e 15:42-47; Colossenses 1:9; 1
Pedro 2:5).
Com esse pano de fundo escriturístico em mente, a pessoa pode
retornar à questão, não a de que se o homem é uma unidade, mas a de que
tipo de unidade o homem é. Um caso paralelo deve ajudar. O sal é um tipo de
unidade também, sendo a combinação química de sódio e cloro. Assim
também, o homem composto não é a alma. Aqui, certamente, a palavra
alma
não reproduz o uso de
nephesh em Gênesis 2:7. Ela reproduz o uso no Novo
Testamento e o uso comum do nosso presente século. Agora, para mostrar
que o homem em si não é a combinação — mas precisamente a alma, mente
ou espírito — alguém pode apelar para 2 Coríntios 12:2, que diz que numa
ocasião Paulo não sabia se ele estava no corpo ou fora do corpo. É totalmente
óbvio que
ele não poderia ser o corpo, pois ele, Paulo, poderia estar no corpo
ou fora dele. E se o homem
é a alma, temos uma unidade mais perfeita do que
o composto químico de sódio e cloro. Alguém pode citar também 2 Coríntios
5:1: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se
desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos
céus”. Similarmente Filipenses 1:21ss diz: “Porque para mim o viver é Cristo,
e o morrer é ganho... mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de
partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor...”. O corpo não é
a pessoa; ele é um lugar no qual a alma habita. A casa eterna nos céus não é a
alma, pois nossas almas não são eternas. Pela graça de Deus elas são
intermináveis, mas eternidade seria uma negação de sua criação. O que Paulo
está dizendo é que se a residência presente da alma for destruída, não
precisamos temer, pois na casa do nosso Pai há muitas moradas, e Cristo
ascendeu para prepará-las para a chegada das nossas almas. Ou para mudar a
figura, o presente corpo, como Agostinho disse, é um instrumento que a alma
usa. É a última que é a imagem e a pessoa.
Embora os dois versos citados acima venham de Paulo, Pedro ensina a
mesma doutrina quando ele diz que ele brevemente deixará este tabernáculo
terreno. O corpo tinha sido sua casa ou tenda. Ele mesmo seria em breve
movido para quartos mais elaborados.
Isso dispensa a noção de que o corpo é uma parte da imagem. A
imagem é a alma. Realmente a alma é mais do que a imagem. De todas as
passagens citadas, 1 Coríntios 11:7 — previamente usada para mostrar que o
homem é a imagem — permanece a mais forte de todas, pois ela adiciona uma
frase impressionante. Ela é tão surpreendente que nenhuma pessoa devota
ousaria inventá-la, pois ela diz que o homem não é somente a imagem de
Deus, mas que o homem é também a glória de Deus. Somente a autoridade da
revelação direta permite essa asserção. Hodge, em seu comentário sobre 1
Coríntios, oferece uma explicação dessa designação adicional, mas é suficiente
aqui simplesmente reconhecer quão enfática ela é.
Essa visão do homem parece manter a unidade da pessoa melhor do
que suas rivais; ela parece ser mais consistente e lógica; e com todo o suporte
escriturístico indicado, parecer ser impossível encontrar uma visão que seja
mais bíblica. Visto que a doutrina é tão importante com relação à soteriologia,
pode ser interessante, se não essencial, ver como a igreja terrena começou a
estudar o assunto.



 
http://www.ipb.org.br/radio/justplaylist.php

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Reinauguração da Congregação Presbiteriana do Frutilandia / Assu, RN

Dia 21 deste, reinauguração da Congregação Presbiterina do bairro Frutilandia
 em novo prédio à Rua Francisco Esmeraldino  Soares SN 
Programação:
09:00 - Reunião de oração.
15:00 - Visitas de evangelização.
19:30 - Culto de adoração a Deus - Preletor Presbitero Francisco de Assis de Araújo.

"Transformar vidas e cuidar delas"

Sola Scriptura

Alderi Souza de Matos
1. Princípios da Reforma: sola gratia, sola fides, solus Christus, sacerdócio universal dos fiéis, sola Scriptura.
2. Sola Scriptura: somente a Escritura é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias (= a supremacia das Escrituras). Ela é a norma normanda ("norma determinante") e não a norma normata ("norma determinada") para todas as decisões de fé e vida.
3. A autoridade da Escritura é superior à da Igreja e da tradição. Contra a afirmação católica: "a igreja ensina" ou "a tradição ensina," os reformadores afirmavam: "a Escritura ensina."
4. A experiência pessoal dos reformadores com as Escrituras e com o Cristo revelado nas Escrituras. Lutero: "Quando eu estava com 20 anos de idade, eu ainda não havia visto uma Bíblia. Eu achava que não existiam evangelhos ou epístolas exceto as que estavam escritas nas liturgias dominicais. Finalmente, encontrei uma Bíblia na biblioteca e levei-a comigo para o mosteiro. Eu comecei a ler, reler e ler tudo novamente, para grande surpresa do Dr. Staupitz."
5. Para os reformadores, a Bíblia não era um livro de doutrinas e proposições a serem aceitas intelectualmente ou mediante a autoridade da igreja, mas uma revelação direta, viva e pessoal de Deus, acessível a qualquer pessoa.
6. Daí a preocupação de colocar as Escrituras nas línguas vernaculares. Lutero e sua tradução no castelo de Wartburgo. Calvino e sua introdução ao Novo Testamento francês de seu primo Robert Olivétan (1535).
7. A autoridade das Escrituras é intrínseca: a Igreja não confere autoridade às Escrituras, mas apenas a reconhece. Essa autoridade decorre da origem divina das Escrituras.
8. Existem evidências internas e externas da inspiração e divina autoridade das Escrituras, mas estes atributos não são passíveis de "prova." A única evidência que importa é o "testemunho interno do Espírito" no coração do leitor. Ênfase de Calvino: "A menos que haja essa certeza [pelo testemunho do Espírito], que é maior e mais forte que qualquer juízo humano, será fútil defender a autoridade da Escritura através de argumentos, ou apoiá-la com o consenso da Igreja, ou fortalecê-lo com outros auxílios. A menos que seja posto este fundamento, ela sempre permanecerá incerta" (8.1.71).
9. A Igreja não se coloca acima da Escritura pelo fato de ter definido o seu cânon (Novo Testamento). A Igreja apenas reconheceu o que já era aceito há muito tempo pelos cristãos. Paralelo: a observância do domingo e sua oficialização por Constantino. A afirmação de que a igreja estabeleceu o cânon é verdadeira; mas o evangelho estabeleceu a igreja, e a autoridade da Escritura não está no cânon, mas no evangelho.
10. Não foi a igreja que formou a Escritura, mas vice-versa. A Igreja está edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas" (Ef 2:20), ou seja, o evangelho, que está contido nas Escrituras e é a sua essência. Lutero: a igreja, longe de ter prioridade sobre a Escritura, é na realidade uma criação da Escritura, nascida do ventre da Escritura.
11. Por isso, Cristo é o centro e a chave das Escrituras (ênfase especial dos reformadores). A Escritura se interpreta a si mesma ("analogia da Escritura"), sempre à luz do princípio cristológico. A mensagem central da Bíblia, o evangelho, é a única chave para a interpretação bíblica.
12. Essa ênfase cristocêntrica, levou Lutero a estabelecer distinções entre os livros da Bíblia. Nem todos revelam a Cristo com igual clareza. Os evangelhos e Paulo o fazem de maneira profunda. Já a carta de Tiago tem uma limitada ênfase cristológica ("epístola de palha").
13. A interpretação alegórica e os múltiplos sentidos atribuídos à Escritura, obscurecem a sua mensagem. Os reformadores deram ênfase ao sentido comum, histórico-gramatical.
14. Os "entusiastas" estavam errados ao apelarem para revelações diretas fora das Escrituras. O Espírito Santo é o autor último das Escrituras, o inspirador dos profetas e apóstolos. Ele não pode contradizer-se.
15. Por outro lado, o "princípio do livre exame" não significa interpretar as Escrituras de modo subjetivo e exclusivista. É preciso levar em conta a história e o testemunho da Igreja. Os reformadores não sentiram a necessidade de abandonar os credos do cristianismo antigo e o testemunho dos Pais da Igreja. Todos estes, porém, devem ser julgados e avaliados pela Escritura.
16. Lutero nada sabia de um conhecimento puramente objetivo, desinteressado ou erudito da Bíblia. "A Palavra de Deus é viva. Isto significa que ela vivifica aqueles que nela crêem. Portanto, devemos correr para ela antes de perecermos e morrermos." A experiência é necessária para o entendimento da Palavra: esta não deve ser simplesmente repetida ou conhecida, mas vivida e sentida. Na Escritura o Deus vivo e verdadeiro sempre confronta o leitor em julgamento e graça.
17. Alguns textos relevantes: Sl 19:7-11; Sl 119; Jo 5:39; Rm 15:4; 2 Tm 3:16-17.